segunda-feira, 30 de novembro de 2015

V

"Yes, I do, I believe
That one day I will be
Where I was right there
Right next to you

And it's hard
The days just seem so dark
The moon and the stars
Are nothing without you

Your touch, your skin
Where do I begin?
No words can explain
The way I'm missing you

Deny this emptiness
This hole that I'm inside
These tears
They tell their own story

Told me not to cry when you were gone
But the feeling's overwhelming, it's much too strong

Can I lay by your side?
Next to you, you
And make sure you're alright
I'll take care of you
I don't want to be here if I can't be with you tonight

I'm reaching out to you
Can you hear my call?
This hurt that I've been through
I'm missing you, missing you like crazy

You told me not to cry when you were gone
But the feeling's overwhelming, it's much too strong

Can I lay by your side?
Next to you, you
And make sure you're alright
I'll take care of you
I don't want to be here if I can't be with you tonight"


Porque sinto muito a tua falta.
Para sempre tua,

Joanna

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

III

Este Natal vai ser muito especial.
Pela primeira vez desde que me lembro de mim mesma, a minha Mãe vai celebrar o Natal!
Quando era pequenina revoltava-me ver que a minha mãe não se interessava minimamente por esta mágica altura do ano, mas depois de saber as suas razões percebi tudo. 
É normal ela não gostar do Natal. A minha Mãe perdeu a sua Mãe quando tinha a minha idade, e elas eram, como se costuma dizer, unha e carne. Inseparáveis. Para todo o lado que uma dia, a outra também ia. A minha Mãe sempre acompanhou a minha Avó nos seus tratamentos, desde o início até ao fim dos fins. E depois disso? Foi como se a vida para ela não tivesse significado... E uma altura de tanta magia perdeu-se e tornou-se numa época de tristeza. E eu percebi o porquê, porque se acontecesse o mesmo comigo (Deus queira que não!) eu acho que iria ficar na mesma situação.
A minha Mãe sempre foi assim, até este ano.
Este ano fartou-se de comprar bolas para pôr na árvore de natal, presépios pequeninos - acho que ela comprou tanto que já dá para fazer uma coleção deles -, bonequinhos para fazer arranjos, um arco de natal para pendurar na porta, montes de pastores para fazer o presépio... enfim, um montão de coisas!
E fico contente, por ter visto a minha Mãe tão feliz com esta época. 
Agora é só esperar para chegar a casa no próximo mês e ver como ela estará "enfeitada", até porque a minha mãe disse que era surpresa para quando lá chegasse!

Obrigada Mamã.

Joanna

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

II

Mamã, tenho tanto medo!
Eu não quero morrer...
Porquê que existem pessoas más?
Porquê que existem pessoas tão más que querem matar quem não segue a sua religião?
Todas as religiões lutam pela paz e fim das guerras, não é mamã?
Então porquê isto?
Porquê matar inocentes?
Porquê começar uma 3ª guerra mundial?
Porquê que eles não podem simplesmente ficar sossegados no cantinho deles com as ideias deles e vivermos todos em paz?
Não é isso o que todos querem?
Não é isso o que estamos todos à procura?

O mundo sempre foi feito de guerras, desde o início dos tempos, mas é tempo de pensarmos que somos uma raça que (supostamente) evoluiu durante milhões de anos, e assim sendo deveríamos pensar que a guerra nunca trouxe e nunca trará coisas boas. Apenas coisas más. Destruição, mortes, pessoas inocentes a serem executadas, milhares e milhares de lesados. É isto que querem? Para quê?

Joanna

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

I

Hoje percebi que estou mesmo a crescer e custa mesmo muito.
Acabou a fantasia do "Peter Pan". Acabaram as ilusões de que vamos ter para sempre em nós a nossa vida de criança.

Estava a fazer a diária chamada de Skype com a minha mãe, quando lhe perguntei se podiam pintar o meu quarto de branco. Estava farta do laranja, rosa e verde que tinha pedido à 7 anos atrás. Queria uma cor mais neutra, que desse um ar mais leve, mais maduro. 

Não, não foi por causa do "drama" das cores de criança que definiam o meu quarto que me tinha apercebido que estava a crescer. Foi exatamente quando a minha mãe me perguntou "Achas que vale mesmo a pena pintar o teu quarto?". E foi aí que refleti sobre este assunto. 

O meu quarto já não é meu.

Vim para a faculdade, estou quase a 2000 km de casa, longe dos meus pais e só vou a casa durante as férias (três vezes por ano) durante uma e, com sorte, duas semanas...

O meu quarto já não é meu.

Acabo o curso e o mais provável é ter que emigrar, devido às muitas oportunidades que o nosso país nos dá.

O meu quarto já não vai ser meu.

Se tudo correr como esperado, um dia vou conhecer alguém e passar o resto da minha vida com essa pessoa.

E o meu quarto já não vai ser meu.


E aí apercebi-me que cresci. E que aquele quarto nunca mais vai ser meu.

Joanna