domingo, 28 de fevereiro de 2016

XII

Estou farta.
Farta que gozem da minha cara.
Farta de ser usada e que depois deitem fora.
Farta que pensem que sou uma boneca e que não tenho sentimentos.
Farta de ser ingénua.
Farta de pensar sempre que as pessoas não fariam tal coisa, porque eu não o faria.
Farta de ser constantemente magoada.


Farta de me sentir sempre assim.

Joanna

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

XI

Hoje foi dado o veredito final.

Tu ainda não estás preparado para ter algo com alguém, muito menos comigo. Não consigo imaginar a confusão que vai dentro da tua cabeça, mas ainda assim, isto não te dá o direito de teres andado a brincar comigo e com os meus sentimentos. Isto não te dá o direito, de depois de me teres dado esperanças, dizer que afinal não é isto que tu queres. Isto não te dá o direito de ao fim deste tempo (apesar de pouco), dizeres que precisas de um tempo para refletir naquilo que sentes.

Mas não existe esse tal "tempo para refletir", é esta a verdade, nua e crua. É apenas uma maneira mais delicada de dizer "isto não vai dar, acabou".

E eu sei que te respondi mal, mas também não agiste da maneira mais correta. Não tinhas, não tinhas o direito de me fazer isto. 

Dizes que não és homem de "comer e deitar fora", mas então explica-me o que é que andaste a fazer comigo? A preencher um vazio? Precisavas de companhia? A iludir-te que eu poderia ser a salvação da tua dor?

Dizes para "deixar andar e ver no que dá", mas eu não vou esperar eternamente, nem vou ficar a alimentar esperanças de que, quiçá, um dia me queiras (a valer!). Desculpa, mas não estou disposta a isto. Se é para magoar, que seja tudo de uma vez.

E assim a vida continua.
Fechamos um livro que nunca teve início, ou talvez até teve, mas que ninguém esteve interessado em escrevê-lo.

É tempo de voltar a pensar em mim.

Acabou.

Me, myself & I,

Joanna

domingo, 14 de fevereiro de 2016

X

Eu sei. Eu sei que o que aconteceu foi horrível, eu sei. Mas isso não te dá o direito de me estares a fazer isto!
Eu deixei bem claro no início se tu queria que eu me afastasse e tu dizias "não é preciso, está tudo bem", até que fomos avançando e "a coisa deu-se" (ou pelo menos era o que eu achava...).
Mandavas corações, "gosto muito de ti" e "adoro-te". Jantar aqui e ali. Pernoitar aqui e ali. E fomos ficando.
Até que chegaram as férias e ao que parece tudo mudou.
E não, não te dá o direito de me usares como uma boneca para quando queres e bem te apetece e depois deitares fora e dizeres que afinal não era isto que tu querias.
E ai de ti que digas que só avançaste para não me magoar, porque acredita que me magoas mais assim do que se dissesses que querias que eu me afastasse desde início.
Tua (ou não),

Joanna